Perguntinha: Onde encontramos as pessoas mais mentirosas do mundo ? No bar ? Na balada ? Na pescaria? Um sonoro Nãããããoooo!!! Eles estão nos púlpitos das igrejas. Palavra de quem convive nos bastidores. Amém!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga
Eu amo minha idade, porque quando cheguei aos 30 percebi uma coisa, não estou nem um pouco preocupada com o que os outros podem falar ou pensar de mim. Essa sim, meus amigos, é a verdadeira liberdade!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes
Um dia desses ouvi um psicólogo dizer que a sociedade atual não sabe lidar com a tristeza. O menor sentimento de tristeza já encaram como depressão e mergulham nos anti-depressivos. Gente, tristeza é normal, sem elas não perceberíamos os momentos de felicidade, sim momentos. Pois não existe, não é real viver feliz todos os dias. Assim como a tristeza, a felicidade é momentânea, e logo passa.
Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa
Esse é o 1º dia dos 100 dias com Nietzsche.
Qual é minha razão para viver? Atualmente minha razão para viver é achar uma razão para viver.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A Voz
Era primavera quando o caixão baixou os sete palmos, junto a ela estava sua irmã e seu padrasto, o gordo e velho advogado da família. Ela se lembrava dos dias de felicidade, quando sua mãe e seu pai ainda estavam vivos e brincava com a pequena irmã em um dos muitos quartos da casa, agora essa lembrança estava tão distante que parecia que nunca havia acontecido, ela se esforçava para lembrar do rosto de seu pai, pois quando a mãe casou novamente, seu padrasto fez questão de queimar todas as fotos de seu pai, agora teria que fazer o mesmo esforço para não se esquecer da sua mãe.
O nome dela era Laura, tinha 14 anos, longos cabelos loiros como os de sua falecida mãe, e no rosto angelical repousava tristes e medrosos olhos azuis, usava frequentemente vestidos de renda rosa que deslizava pelo seu corpo, revelando que a puberdade estava a transformando numa bela mulher. A irmã, sua companheira inseparável, estava com 8 anos, cabelos castanhos e lisos como do falecido pai, pele alva como a pureza de seu olhar azul.
Na véspera daquele fatídico dia ela lembra que o padrasto havia brigado com sua mãe, já era freqüente, e o assunto já corriqueiro, ele queria que ela vendesse as propriedades do falecido marido para investir numa empresa que ele estava planejando, a mãe discordava veementemente alegando que eram heranças de suas filhas.
O dia seguinte amanheceu silencioso, foi uma das empregadas que a avisou que a mãe parou de respirar naquela madrugada, o padrasto visivelmente abalado disse que foi um ataque cardíaco fulminante, que tentou de tudo para reanimá-la mas não tinha jeito, assim Deus quis, assim Deus quis, dizia ele insistentemente como um mantra, como para se convencer.
E lá estava Laura, chegando em casa, após o enterro, com seu vestido preto, exatamente naquele dia completava 6 anos que seu pai tinha falecido, uma infeliz conhecidencia, agora só restava sua irmã, tinha que protege-la a qualquer custo.
A noite se aproximava com uma pressa macabra, Laura colocou sua irmã para dormir, ao sair não se esqueceu de trancar a porta, e foi para o seu quarto que ficava em frente. Não tardou a ouvir os passos pesados, daquele ser sujo e gorduroso que teria que chamar de padrasto. Ele habitualmente a visitava, mas dessa vez a direção dos passos mudou no meio do caminho, foi para o quarto da irmã, e forçava a porta, como se aquele imenso pedaço de madeira maciça fosse a única coisa que o impedisse de atingir seu objetivo, não imaginava que atrás dele estava Laura, que em sua mão trêmula estava uma arma, a arma que era de seu pai, estava apontada para seu padrasto.
Ele perguntou o que ela pretendia fazer com aquilo, ela disse que se necessário o mataria para a irmã não sofrer o que ela vinha sofrendo nos últimos anos. Ele olhou desafiadoramente para ela e fez menção que iria avançar. Nesse momento tudo aconteceu muito rápido, mas pelo impacto que teve, parece que foi em câmera lenta para a menina. Ao girar na órbita de seu imenso corpo, a menina apertou o gatilho, apontando para o peito do padrasto, era o local mais fácil de acertar, ele se inclinou no mesmo momento em que a inocente irmã abria a porta para ver de onde vinha toda aquela barulheira.
O tiro, aquela flecha do destino, passou raspando a montanha de gordura e foi repousar dentro da cabeça da doce irmã.
Ao deparar com isso o coração de Laura congelou, tudo ficou suspenso, e ela viu de soslaio a boca daquele ser que esboçava um sorriso malicioso de vitória.
Uma situação sem solução, até que ouvi uma voz, vinha de outro cômodo da casa, eu tinha certeza, uma voz masculina que surgia com tom imperativo:
- Mulher! Já te disse para desligar a TV, depois você tem pesadelo, não dorme direito e não sabe o motivo !!!
Eu, como uma ovelha, obedeci.
(Um oferecimento para a Professora Celina, por toda a dedicação e carinho)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Belluzzo e o pânico na beira do abismo: quem está no comando?
“Who’s in charge?”, ironiza o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista à Carta Maior, ao arguir a ausência de lideranças políticas à altura do colapso em curso no mundo das finanças desreguladas. “Quem é o encarregado?”, repete a pergunta para responder em seguida: ” Não há”. Se a política só produz vácuo, os mercados cuidam de produzir o que sabem. Um ajuste selvagem entre ativos e passivos.
Saul Leblon
Na quinta-feira (22), de forma mais desabrida, os mercados mundiais passaram a cotar o preço de uma vaga no precipício da recessão. Pode ter sido apenas um ensaio rigoroso com figurinos à caráter e maquiagem carregada nas expressões de desespero e pânico. Mas o enredo está na ponta da língua dos protagonistas. Os mercados financeiros jogaram a toalha. A ausência de coordenação política para enfrentar o colapso da ordem (sic) neoliberal, associada à eminência de um calote encadeado na zona do euro, a partir da espoleta grega, deflagrou o efeito manada. O estouro precifica de forma selvagem as perdas e danos embutidos em 30 anos de finanças desreguladas.
O principal deles, a insubordinação dos mercados à democracia, é resumido assim pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista a Carta Maior: ‘‘Who’s in charge? Quem é o encarregado?”. Não havendo encarregado –“como não há” adverte, o Brasil deve tomar suas precauções: “Getúlio Vargas numa situação similar de fuga global de capitais não teve dúvida: centralizou o câmbio e fez o que tinha que ser feito”, sinaliza Belluzzo.
Antes de mais nada o professor da Unicamp, intelectual do ano em 2005 (Prêmio Juca Pato), um dos mais argutos analistas do capitalismo, faz questão de ressaltar que o Brasil não vive uma fuga de capitais no sentido clássico. “Isso ocorre quando o alvo é um país com dificuldades pronunciadas, marcado por reputação vulnerável nos mercados. Não é o caso do Brasil, naturalmente, que tem posições muito mais sólidas do que no passado. O que vivemos nesse momento é uma fuga global de capitais em busca de segurança e isso ainda significa dólar e títulos do Tesouro dos EUA. Portanto, isso não tem nada a ver especificamente com o Brasil”, enfatiza o economista que foi professor da Presidenta Dilma Rousseff e hoje constitui um dos seus principais interlocutores, a exemplo do que ocorreu com Lula. ”Mas”, capricha na adversativa, “o Brasil tem a ver com tudo o que acontece no mundo. Estamos sendo atingidos. O dólar bateu em R$ 1,90 hoje e só recuou um pouco com desdobrados esforços do BC”.
Um traço que faz de Belluzzo um interlocutor requisitado é a rara capacidade que tem –exceto quando o assunto é Palmeiras-- de ser assertivo e ao mesmo tempo sereno. Mesmo em momentos críticos como agora, ele sinaliza sem alterar a voz : “Esses movimentos de capitais são avassaladores. São massas monstruosas de riquezas que mudam de direção juntas, de uma vez. Para evitar o rastro de destruição a sua passagem é preciso uma intervenção do Estado”.
O que o professor da Unicamp está dizendo carrega certa urgência. Assim como os bancos ganharam muito em operações de carry trade especulando com a valorização do Real, agora vão tentar ganhar no sentido inverso, especulando com a desvalorização cambial. O lado assertivo do economista se expressa sem hesitação: ‘O governo deve proibir essas operações. Os bancos já ganharam muito dinheiro nesse mercado. Essas operações devem ser coibidas”.
Belluzzo compreende a lógica do poder; a força inercial que faz governos preferirem sempre contemporizar a decidir, acomodar a arbitrar. Compreende, mas não sanciona nada parecido na esfera cambial nesse momento tenso e delicado. Os motivos são contundentes.
De 2003 até meados de 2011, o passivo externo do país, ou seja, o estoque de investimentos estrangeiros diretos e fluxos de portfólio (aplicações curtas, voláteis, tipo entra-e-sai) somou mais de US$ 615 bilhões. “Mas o estoque total, adicionando-se o volume anterior a 2003, vai a mais de US$ 1 trilhão”, lembra adicionando gravidade à urgência.
As reservas brasileiras são robustas, da ordem de US$ 350 bi. Mas representam pouco mais que 1/3 dessa massa contagiável pelo tropel da manada, que agora inverteu o rumo em fuga pelo planeta.Não é apenas fuga. Mas também remessas que se avolumam. Na crise de 2008, por exemplo, elas aumentaram em 51% em relaçao a 2007. Agora em 2011, mais de US$ 37 bi foram transferidos em lucros e outras contas. “Getúlio Vargas numa situação similar de fuga global de capitais não teve dúvida: centralizou o câmbio e fez o que tinha que ser feito”, sinaliza Belluzzo ao responder sobre qual deveria ser a atitude do governo brasileiro diante do tropel que já range os assoalhos do mercado cambial.
Não se trata de um rompante. Tampouco de conclusão baseada em um dia de destempero dos mercados globais. Trata-se de um diagnóstico ponderado de um dos mais respeitados economistas brasileiros que não enxerga contrapesos institucionais para deter o ajuste selvagem em curso no cenário mundial.
A gigantesca massa de ativos e passivos financeiros, capitais fictícios proliferados no fastígio neoliberal, congestiona agora saída do baile. Investidores ariscos se amarrotam no declive das bolsas assoalhando o caminho para o abismo recessivo. A desabalada fuga para a liquidez esfarela tudo o que encontra pela frente, valores tangíveis e intangíveis. Os bancos, integrados mundialmente por uma rede de ativos e passivos, formam o entreposto do duelo sangrento entre as carcaças que ficarão pelo caminho e as que sobreviverão. Nessa contabilidade decidem também a sua própria sobrevivência.
“Who’s in charge?”, ironiza Belluzzo ao arguir a ausência de lideranças políticas à altura do colapso em curso no mundo das finanças desreguladas. “Quem é o encarregado?”, repete a pergunta para responder em seguida: ” Não há”. Se a política só produz vácuo, os mercados cuidam de produzir o que sabem. Um ajuste selvagem entre ativos e passivos. Deslocamentos abruptos e maciços de portifólios que esfarelam governos e nações a sua passagem estão na ordem do dia. “O que estão fazendo com a Grécia, por exemplo, é isso,e é de uma perversidade inútil”, desabafa Belluzzo que endossa a receita de Nouriel Roubini para os países falidos, os semi-falidos e aqueles candidatos à falência: uma depreciação contundente de passivos; o alongamento generoso dos prazos; incentivos para que voltem a crescer e possam sanear sua economia.
Os bancos sabem o que os aguarda, confidencia Belluzzo. Os espanhóis, por exemplo, que incluem o poderoso Santander, precificaram em 30% o calote-potencial na Espanha. A Alemanha de Angela Merkel não aceita fazer as contas porque não quer lagar o osso; "não quer devolver um pedaço do muito que ganhou com a União Européia”, critica Belluzzo. Mas os bancos americanos tem US$ 600 bi incrustrados na decadência europeia sabem o que os aguarda. Por isso mesmo Belluzzo não esconde a decepção com a tíbia atuação do governo Obama: “Está aquém do que poderia diante da inquietação de uma opinião pública açoitada por índices de desemprego da ordem de 9% e que não cedem. Até quando vão suportar isso?”, questiona. Obama, na opinião de Belluzzo, teria que acionar uma política fiscal corajosa, sem medo de afrontar a cegueira republicana." O resto é inócuo", condena. “Isso que estão fazendo agora, o ‘swing’ anunciado pelo Fed é assustador pela insuficiência e os efeitos colaterais que envolve”, adverte.
Ao anunciar a compra de US$ 400 bi em títulos de longo prazo, trocando-os por papéis de curto prazo, segundo Belluzzo, “os EUA estão estreitando perigosamente o perfil de sua dívida”. Pior que isso. Remam na mesma direção dos mercados. Alimentam a obsessão mórbida pela liquidez. Insuflam a manada em fuga pelo planeta, quando o que mais se necessita nesse momento é de investimentos que reordenem, disciplinem e conduzam os cascos de volta aos currais da produção.
“Será uma crise longa”, conclui o economista, mas sem entregar terreno à desesperança. “Há muito a ser feito” observa. Ele chama a atenção para desequilíbrios que extrapolam a horizonte imediato da crise financeira, mas que estão indissociavelmente ligados a ela, adicionando-lhe uma dimensão geopolítica pouco lembrada na vigília nervosa dos pregões. “O caso da China, por exemplo”, cobra de novo em tom mais assertivo: ”Até quando eles acham que vão poder se dissociar das soluções globais”.
Belluzzo deixa claro nesse comentário que considera a crise atual muito mais grave do que o capítulo da mesma cepa vivido em 2008. “Todas as ferramentas já foram usadas e não funcionaram. Só os tolos podem considerar que a situação agora é melhor”, retruca antes de retomar o caminho da esperança crítica e engajada. “Temos que agir com as forças disponíveis, com os partidos existentes. E, sobretudo”, finaliza, “garantir recursos à formação das novas gerações. É crucial formar cidadãos dotados de capacidade de discernimento democrático. Homens e mulheres preparados para exercer a liberdade humana, não apenas o ofício de especialistas blindados no seu campo. Caso contrário, como estamos vendo nesta crise, continuaremos sendo governados por idiotas sociais”.
O principal deles, a insubordinação dos mercados à democracia, é resumido assim pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista a Carta Maior: ‘‘Who’s in charge? Quem é o encarregado?”. Não havendo encarregado –“como não há” adverte, o Brasil deve tomar suas precauções: “Getúlio Vargas numa situação similar de fuga global de capitais não teve dúvida: centralizou o câmbio e fez o que tinha que ser feito”, sinaliza Belluzzo.
Antes de mais nada o professor da Unicamp, intelectual do ano em 2005 (Prêmio Juca Pato), um dos mais argutos analistas do capitalismo, faz questão de ressaltar que o Brasil não vive uma fuga de capitais no sentido clássico. “Isso ocorre quando o alvo é um país com dificuldades pronunciadas, marcado por reputação vulnerável nos mercados. Não é o caso do Brasil, naturalmente, que tem posições muito mais sólidas do que no passado. O que vivemos nesse momento é uma fuga global de capitais em busca de segurança e isso ainda significa dólar e títulos do Tesouro dos EUA. Portanto, isso não tem nada a ver especificamente com o Brasil”, enfatiza o economista que foi professor da Presidenta Dilma Rousseff e hoje constitui um dos seus principais interlocutores, a exemplo do que ocorreu com Lula. ”Mas”, capricha na adversativa, “o Brasil tem a ver com tudo o que acontece no mundo. Estamos sendo atingidos. O dólar bateu em R$ 1,90 hoje e só recuou um pouco com desdobrados esforços do BC”.
Um traço que faz de Belluzzo um interlocutor requisitado é a rara capacidade que tem –exceto quando o assunto é Palmeiras-- de ser assertivo e ao mesmo tempo sereno. Mesmo em momentos críticos como agora, ele sinaliza sem alterar a voz : “Esses movimentos de capitais são avassaladores. São massas monstruosas de riquezas que mudam de direção juntas, de uma vez. Para evitar o rastro de destruição a sua passagem é preciso uma intervenção do Estado”.
O que o professor da Unicamp está dizendo carrega certa urgência. Assim como os bancos ganharam muito em operações de carry trade especulando com a valorização do Real, agora vão tentar ganhar no sentido inverso, especulando com a desvalorização cambial. O lado assertivo do economista se expressa sem hesitação: ‘O governo deve proibir essas operações. Os bancos já ganharam muito dinheiro nesse mercado. Essas operações devem ser coibidas”.
Belluzzo compreende a lógica do poder; a força inercial que faz governos preferirem sempre contemporizar a decidir, acomodar a arbitrar. Compreende, mas não sanciona nada parecido na esfera cambial nesse momento tenso e delicado. Os motivos são contundentes.
De 2003 até meados de 2011, o passivo externo do país, ou seja, o estoque de investimentos estrangeiros diretos e fluxos de portfólio (aplicações curtas, voláteis, tipo entra-e-sai) somou mais de US$ 615 bilhões. “Mas o estoque total, adicionando-se o volume anterior a 2003, vai a mais de US$ 1 trilhão”, lembra adicionando gravidade à urgência.
As reservas brasileiras são robustas, da ordem de US$ 350 bi. Mas representam pouco mais que 1/3 dessa massa contagiável pelo tropel da manada, que agora inverteu o rumo em fuga pelo planeta.Não é apenas fuga. Mas também remessas que se avolumam. Na crise de 2008, por exemplo, elas aumentaram em 51% em relaçao a 2007. Agora em 2011, mais de US$ 37 bi foram transferidos em lucros e outras contas. “Getúlio Vargas numa situação similar de fuga global de capitais não teve dúvida: centralizou o câmbio e fez o que tinha que ser feito”, sinaliza Belluzzo ao responder sobre qual deveria ser a atitude do governo brasileiro diante do tropel que já range os assoalhos do mercado cambial.
Não se trata de um rompante. Tampouco de conclusão baseada em um dia de destempero dos mercados globais. Trata-se de um diagnóstico ponderado de um dos mais respeitados economistas brasileiros que não enxerga contrapesos institucionais para deter o ajuste selvagem em curso no cenário mundial.
A gigantesca massa de ativos e passivos financeiros, capitais fictícios proliferados no fastígio neoliberal, congestiona agora saída do baile. Investidores ariscos se amarrotam no declive das bolsas assoalhando o caminho para o abismo recessivo. A desabalada fuga para a liquidez esfarela tudo o que encontra pela frente, valores tangíveis e intangíveis. Os bancos, integrados mundialmente por uma rede de ativos e passivos, formam o entreposto do duelo sangrento entre as carcaças que ficarão pelo caminho e as que sobreviverão. Nessa contabilidade decidem também a sua própria sobrevivência.
“Who’s in charge?”, ironiza Belluzzo ao arguir a ausência de lideranças políticas à altura do colapso em curso no mundo das finanças desreguladas. “Quem é o encarregado?”, repete a pergunta para responder em seguida: ” Não há”. Se a política só produz vácuo, os mercados cuidam de produzir o que sabem. Um ajuste selvagem entre ativos e passivos. Deslocamentos abruptos e maciços de portifólios que esfarelam governos e nações a sua passagem estão na ordem do dia. “O que estão fazendo com a Grécia, por exemplo, é isso,e é de uma perversidade inútil”, desabafa Belluzzo que endossa a receita de Nouriel Roubini para os países falidos, os semi-falidos e aqueles candidatos à falência: uma depreciação contundente de passivos; o alongamento generoso dos prazos; incentivos para que voltem a crescer e possam sanear sua economia.
Os bancos sabem o que os aguarda, confidencia Belluzzo. Os espanhóis, por exemplo, que incluem o poderoso Santander, precificaram em 30% o calote-potencial na Espanha. A Alemanha de Angela Merkel não aceita fazer as contas porque não quer lagar o osso; "não quer devolver um pedaço do muito que ganhou com a União Européia”, critica Belluzzo. Mas os bancos americanos tem US$ 600 bi incrustrados na decadência europeia sabem o que os aguarda. Por isso mesmo Belluzzo não esconde a decepção com a tíbia atuação do governo Obama: “Está aquém do que poderia diante da inquietação de uma opinião pública açoitada por índices de desemprego da ordem de 9% e que não cedem. Até quando vão suportar isso?”, questiona. Obama, na opinião de Belluzzo, teria que acionar uma política fiscal corajosa, sem medo de afrontar a cegueira republicana." O resto é inócuo", condena. “Isso que estão fazendo agora, o ‘swing’ anunciado pelo Fed é assustador pela insuficiência e os efeitos colaterais que envolve”, adverte.
Ao anunciar a compra de US$ 400 bi em títulos de longo prazo, trocando-os por papéis de curto prazo, segundo Belluzzo, “os EUA estão estreitando perigosamente o perfil de sua dívida”. Pior que isso. Remam na mesma direção dos mercados. Alimentam a obsessão mórbida pela liquidez. Insuflam a manada em fuga pelo planeta, quando o que mais se necessita nesse momento é de investimentos que reordenem, disciplinem e conduzam os cascos de volta aos currais da produção.
“Será uma crise longa”, conclui o economista, mas sem entregar terreno à desesperança. “Há muito a ser feito” observa. Ele chama a atenção para desequilíbrios que extrapolam a horizonte imediato da crise financeira, mas que estão indissociavelmente ligados a ela, adicionando-lhe uma dimensão geopolítica pouco lembrada na vigília nervosa dos pregões. “O caso da China, por exemplo”, cobra de novo em tom mais assertivo: ”Até quando eles acham que vão poder se dissociar das soluções globais”.
Belluzzo deixa claro nesse comentário que considera a crise atual muito mais grave do que o capítulo da mesma cepa vivido em 2008. “Todas as ferramentas já foram usadas e não funcionaram. Só os tolos podem considerar que a situação agora é melhor”, retruca antes de retomar o caminho da esperança crítica e engajada. “Temos que agir com as forças disponíveis, com os partidos existentes. E, sobretudo”, finaliza, “garantir recursos à formação das novas gerações. É crucial formar cidadãos dotados de capacidade de discernimento democrático. Homens e mulheres preparados para exercer a liberdade humana, não apenas o ofício de especialistas blindados no seu campo. Caso contrário, como estamos vendo nesta crise, continuaremos sendo governados por idiotas sociais”.
cartamaior.com.br
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A demissão. Mundo Surreal
O dia começou ensolarado, num amarelo limpo e tranquilo, nuvens já não se viam na primeira hora do dia. Uma coisa especial estava para acontecer. Lá dentro eu sabia que era boa. Então porque não me deixar levar pela corrente?
Ao chegar no sugador de almas, lugar que as pessoas habitualmente chamam de trabalho (de tripalium, instrumento de tortura).
Meu carrasco, ops chefe, me chamou para conversar, disse que queria aumentaria meu horário de trabalho, aumentar horas durante a semana e que eu trabalhasse aos sábados, horário integral, para atender as demandas do serviço, mas que não alteraria meu salário, porque, para ele, trabalhar com ele já é um privilégio, e deveria aceitar como um chamado de Deus e que colocou 2 ajudantes para trabalhar comigo, sendo que ele até hoje parece que não enxergou que por serem parentes de alguém da empresa estão no cargo só de nome, pois mais faltam do que comparecem, e quando comparecem é para ficar na internet e não fazem merda nenhuma e passam para mim a responsabilidade que é deles.
Após ter um ataque de riso, lembrei dessa música:
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
Irreais
Expectativas
Desleais
That's it
There's no way
It's over, good luck
There's no way
It's over, good luck
I've nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change
It's only words
And what l feel
Won't change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night
Boa Sorte / Good Luck
Vanessa da Mata
continua...
Quem envia monstros para nos matar?
- Quem envia monstros para nos matar?
- e, ao mesmo tempo, canções que nunca vão morrer.
- Quem nos ensina o que é real e como rir das
- mentiras?Quem decide quem vai morrer ou viver
- defendendo?Quem nos acorrenta?E quem tem a chave
- para a nossa liberdade?
- -É você.
- Você tem todas as armas que precisa.
- -Agora lute!
Eliminei o Inimigo
Os 45 dias para mudar a minha vida terminou, e realmente meu mundo mudou, eliminei o inimigo. Procurei-o, persegui-o, e achei, estava dentro de mim mesmo. Era gigante, pensei a princípio que não iria conseguir, mas olhei bem nos seus olhos, desembainhei minha espada, corri em sua direção e corajosamente arranquei sua cabeça. Acabou agora só o que resta é sua carcaça. O nome dele? Dúvida. Seu sobrenome é Medo.
Hoje estou muito bem, compreendendo os outros melhor. Percebi que os questionamentos não estavam me ajudando em nada na minha vida, agora vivo bem melhor.
A partir de hoje a vida é surreal.
Hoje estou muito bem, compreendendo os outros melhor. Percebi que os questionamentos não estavam me ajudando em nada na minha vida, agora vivo bem melhor.
A partir de hoje a vida é surreal.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
As diferenças entre o Presídio e o Trabalho
PRESÍDIO: Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.
TRABALHO: Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
PRESÍDIO: Você recebe três refeições por dia de graça.
TRABALHO: Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
PRESÍDIO: Você é liberado por bom comportamento.
TRABALHO: Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
PRESÍDIO: Um guarda abre e fecha todas as portas para você.
TRABALHO: Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá.
PRESÍDIO: Você assiste TV e joga baralho, bola, dama.
TRABALHO: Você é demitido se assistir TV, olhar e-mails e jogar qualquer coisa.
PRESÍDIO: Você pode receber a visita de amigos e parentes.
TRABALHO: Você não tem nem tempo de lembrar deles.
PRESÍDIO: Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.
TRABALHO: Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos.
PRESÍDIO: Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos.
TRABALHO: Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente, Diretor, Chefe.
PRESÍDIO: Você tem todo o tempo para ler piadinhas.
TRABALHO: Ah, se te pegarem.
TEMPO DE PENA NO PRESÍDIO: No presídio eles saem em 15 anos, se tiver bom comportamento.
TEMPO DE PENA NO TRABALHO: No trabalho você tem que cumprir 35 anos, e não adianta ter bom comportamento
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Você é vítima da postergação?
Postergação um nome estranho, mas que define o mal que cerca 99,9% da população brasileira sofre diariamente. Os sintomas são o seguintes: peso na vista junto com uma vontade enorme de dormir, as pernas ficam moles querendo se dirigir para cama, os braços não obedecem e tendem a preferir os trabalhos mais fáceis. Se você está sentindo isso, saiba, você é normal, e acima de tudo é brasileiro(a)!! Mas lutemos contra nosso próprio DNA e façamos uma revolução em nossa vida ! Levante-se agora dessa cadeira confortável e aconchegante e diga um BASTA! Façamos projetos com antecedência e acisam de tudo [PASMEM] vamos cumprir o que nos propomos a fazer. Levante cedo, tome o café da manhã, exercite-se, vá trabalhar, estude (antes da semana de provas, por favor). Isso garra, você consegue! Continue assim! Isso mesmo, agora vou lá dormir, amanhã eu continuo a escrever, isso é que é ter orgulho se ser brasileiro.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Como você se mantém informado?
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| notícia quente |
Quem se mantêm informado é admirado, é consultado, é citado na roda dos amigos e, por que não dizer, na roda dos inimigos, essa pessoa é aquela quem os vendedores morrem de medo de atender, pois não adiantará dizer que o produto é bom, sem ter uma boa justificativa que prove plausivelmente que o que está dizendo tem fundamento.
Considerando tudo isso, tento me esforçar em manter-me informada. Podemos nos informar através da internet, dos jornais, das revistas, das pessoas, da televisão, dos livros, até dos animais. Certo dia minha mãe falou que quando os sapos coaxam é sinal que vai chover. Que interessante, não precisamos de muito para nos informar, para quê os canais de TV contratam meteorologistas ? Seria muito mais econômico colocar uma família de sapos na TV.
Na semana passada uma informação inusitada mexeu com meus sentimentos. Não que eu seja muito sentimental em relação aos políticos brasileiros, mas a informação só comprovou o que eu já sabia. O músico Tonho Crocco foi processado por crime contra a honra, pois divulgou uma música em que protestava contra o aumento abusivo de 73% nos salários que os deputados da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul concederam a si mesmos.
A notícia me deixou inconformada, pois temos liberdade de expressão. E nós, cidadãos brasileiros, temos que nos expressar, não concordar com decisões que lesem o dinheiro público.
Conforme o site de notícias do Terra Tonho Crocco foi enquadrado nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, que preveem pena de um mês a dois anos de prisão. É um assunto controverso, pois de um lado temos a liberdade de expressão com responsabilidade e do outro o dano ao patrimônio público, através de uma decisão unilateral dos deputados do Rio Grande do Sul.
Devemos nos manter informados, curiosos, interessados; pois o que levamos dessa vida senão o conhecimento? As informações que adquirimos é algo que ninguém poderá tirar de nós.
Plano de Fuga. Dia 7.
Olá! Hoje faz 1 semana que estou no Plano para mudar consideravelmente minha vida em 45 dias. Já traçamos um plano, fizemos uma lista do que será necessário para essa empreitada, também já nos propomos a dedicar 1 hora ao dia para nos preparar para os acontecimentos que se seguirão. Hoje é o dia de vigiar nossos pensamentos. Pois são eles efetivamente que determinarão se obteremos sucesso ou não. Faça o seguinte exercício comigo: vasculhe o que você pensou hoje, perceba que se pensou de maneira negativa, seu corpo já está reagindo de maneira negativa, envenenando seu cérebro, para você ter aquilo que deseja. Então pense em coisas boas, tenha certeza que tudo vai melhorar. E que você mesma tem a capacidade de fazer tudo dar certo.Lembre-se: SUA MANEIRA DE ENXERGAR AS SITUAÇÕES, DETERMINA O QUANTO AQUELA EXPERIÊNCIA VAI INFLUENCIAR SUA VIDA. POSITIVA OU NEGATIVAMENTE! .
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Sentença "O Celular do Carpinteiro"
Mais um texto brilhante do gerivaldoneiva.blogspot.com
Processo Número: 0737/05
Quem Pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e Starcell Computadores e Celulares.
Vou direto ao assunto.
O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais.
Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza!
Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha!
Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens.....Não é coisa de segunda-mão, não! Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente!
Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito.
Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão.
Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de “placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador.” Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito diz que não tem conserto....
Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da “incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível – Necessidade de prova técnica.”Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor?
Disse mais a Simens: “o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto.” Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso.
O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo!
A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de “legitimatio ad causam”, também por motivo do “vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias” e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então “allegatio et non probatio quasi non allegatio.”
E agora seu Gregório?
Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto!
Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: “leve dois e pague um!” Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo!
Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou!
Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar!
Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor. Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando!
Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia!
Por fm, Seu Gregório, a Justiça vai dizer a assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada.
À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça!
A Secretaria vai mandar uma cópia para todos. Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça.
Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar.
Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo!
Por último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu “extra petita”, quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar.
No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva
Juiz de Direito
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Plano de Fuga. Dia 2.
Estou no projeto 45 dias para mudar minha vida. Hoje é o dia 2. Ontem estabeleci um plano, fiz um projeto, calculei os prós e os contras, analisei as opções. Tomei uma decisão, a mais segura, dadas as circunstâncias. Hoje é dia de começar a me preparar para o que está por vir. Conseguirei fazer isso me dedicando 1 hora por dia no meu projeto de fuga, mesmo que seja aos poucos, em horários alternados. Já me imagino concretizando o projeto, o silêncio é importante, o projeto deve estar no seu coração e de mais ninguém. Hoje, no dia 2 me dedicarei 1 hora para amadurecer a ideia, e ler coisas diferentes.
Frase do dia 2 : "Para ter resultados diferentes faça coisas diferentes ".
Good Luck!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Plano de Fuga
Já ouviram esse ditado "Para os meus amigos TUDO para os meus inimigos a LEI". Bem, é isso que presencio todos os dias, ladrões, traidores, adúlteros, soberbos, mas que são amigos do chefe, tem tudo, a garantia que permanecerão no cargo, garantia de dinheiro e mordomia. Mas os fiéis, mas que se mantêm em distância não ganham nada, e são os mais severamente punidos.
Por isso e por outras coisas, decidi, fazer meu plano de fuga. Fuga na situação atual. Você pode perguntar, qual situação é essa, vou te explicar. Meus colegas de trabalho só trabalham meio período, ou seja, eu que fico trabalhando em horário integral tenho que fazer o serviço deles, e o pouco que eles fazem, erram, ainda tenho que assumir essa culpa. O escritório para quem eu envio serviço perdem tudo que envio, e tenho que enviar novamente, e recebo a culpa pelo serviço que eles não fazem. Tenho um chefe que insiste os funcionários uns contra os outros.
A partir de hoje, iniciam-se os 45 dias para mudar minha vida, se quiser pode acompanhar, está convidado, o que você quer mudar na sua vida? Tem alguma coisa que você não tem coragem de fazer, mas sabe que se fizesse isso mudaria tudo, para melhor?
O primeiro passo, o passo de hoje é : Tenha um plano, estude-o, e trace o caminho que levaria você até seu objetivo.
Por isso e por outras coisas, decidi, fazer meu plano de fuga. Fuga na situação atual. Você pode perguntar, qual situação é essa, vou te explicar. Meus colegas de trabalho só trabalham meio período, ou seja, eu que fico trabalhando em horário integral tenho que fazer o serviço deles, e o pouco que eles fazem, erram, ainda tenho que assumir essa culpa. O escritório para quem eu envio serviço perdem tudo que envio, e tenho que enviar novamente, e recebo a culpa pelo serviço que eles não fazem. Tenho um chefe que insiste os funcionários uns contra os outros.
A partir de hoje, iniciam-se os 45 dias para mudar minha vida, se quiser pode acompanhar, está convidado, o que você quer mudar na sua vida? Tem alguma coisa que você não tem coragem de fazer, mas sabe que se fizesse isso mudaria tudo, para melhor?
O primeiro passo, o passo de hoje é : Tenha um plano, estude-o, e trace o caminho que levaria você até seu objetivo.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
A Casa das Lembranças Perdidas
Na Inglaterra de 1924, o jovem poeta Robbie Hunter morre à beira de um lago durante uma festa na mansão Riverton. As irmãs Hannah e Emmeline Hartford, herdeiras da propriedade e testemunhas da tragédia, nunca mais se falam. Após 75 anos, a diretora de um filme sobre os Hartfords procura Grace, antiga empregada da família, para consultá-la sobre a autenticidade da história que quer contar. Essa cutucada no passado faz com que a senhora de 98 anos relembre seus dias naquele palacete cheio de segredos e sua influência no destino de duas irmãs.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Passatempo
Olá, todos sabem que sou muito ativa, tenho sempre que estar fazendo umas 1000 coisas ao mesmo tempo, por isso estava achando que estava sem um hobby, sabe aquela coisa que você faz por que você gosta, para passar o tempo, então, como só os livros, a iniciação científica, o trabalho, as tarefas do lar, etc e tal não são suficientes, decidi ocupar-me com o tricô. É uma atividade bem legal, você pode fazer na própria velocidade, e também tem sempre alguma coisa para presentear alguém.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O melhor dos 30
Hoje percebi, aconteceu, e eu me vi completamente mudada, deu um orgulho danado de mim mesma. Quando parei para refletir sobre o que tinha acontecido fiquei espantada, gente eu finalmente amadureci. As coisas que antes me deixavam em pânico, só o pensamento, hoje já não tem a mínima importância. O melhor dos 30 é isso, a maturidade, que vêm junto com a experiência, que vêm junto com a segurança e a certeza. A certeza que nada é seguro, é essa minha maior segurança: tudo muda, nada é certo, o mundo está em constante movimento, então que importância tem os detalhes??? Que importância tem o atual emprego, os problemas atuais? Nenhuma! Pois "tudo passa, tudo passará".
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Eu gosto de mim
Eu Gosto de Mim
Kirk Franklin
Cheque seus auto falantes
Esta não é uma musica de auto-ajuda
ou outra musica romântica
Mas como Ele me restaurou
Eu gosto de mim,
Aí, você gosta de mim?
Porque eu gosto de mim
Será que você gosta de mim?
Sabe, eu gosto de mim
porque Ele gosta de mim
Deus me ama
mesmo que você não goste de mim.
Baixinho, narigão, beiçola
Meio ga-ga-gago Mas- eu, mas eu nunca vacilo
Sou exibido como meu pai e ando com um gingado
Tenho uma mulher maravilhosa, não preciso ser um mulherengo
Nunca fui comportadinho, nunca fui o gostosão Desde que fui transformado tenho um brilho nos meus olhos
Consertei meus dentes agora eu sorrio quando falo
Sabe quem é o responsável por isso?
Aí, é aquele Jesus doidão!
Eu gosto de mim,
Aí, você gosta de mim?
Porque eu gosto de mim,
Será que você gosta de mim?
Sabe, eu gosto de mim
porque Ele gosta de mim
Deus me ama
mesmo que você não goste de mim.
Eu simplesmente sorrio, Estou tão satisfeito
olha que nem tenho pedras amarelas em meus pulsos
Eu ouço o mundo dizer que eu tenho que ser rico
Mas eu não compro isto, E eu não sigo a moda
vou a milha toda (tipo ?vou fundo?"levo a sério?), perdendo ou ganhando
Eu espero que essa seja a impressão que este CD te dê
Estou mais preocupado em como eles veem meu viver
Eles estão tentando colocar a casa deles no MTV Cribs
Eu gosto de mim,
Aí, você gosta de mim?
Porque eu gosto de mim,
Será que você gosta de mim?
Sabe, eu gosto de mim,
porque Ele gosta de mim
Deus me ama,
mesmo que você não goste de mim.
Quando as luzes se apagam, eu sei que Te vejo
Mais que minha presunção, mas é Você e eu
Das igrejinhas pequenas às mega-igrejas lotadas
Eles querem meu autógrafo, mas eu preferiria dar o Teu
A tinta da Tua caneta não desbota, e a galera quer mais
O Rei está no palco, o bis final
Não posso acreditar que sou eu relaxando aqui nos bastidores
Narigão, beiçola, levantem as mãos!
Eu gosto de mim,
Aí, você gosta de mim?
Porque eu gosto de mim,
Será que você gosta de mim?
Sabe, eu gosto de mim,
porque Ele gosta de mim
Deus me ama
Ele gosta de você!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Cantigas de Roda em confronto com a Constituição Federal
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
gerivaldoneiva.blogspot.com
gerivaldoneiva.blogspot.com
A proposta do exercício é comparar os princípios e as garantias constitucionais com os textos das “Cantigas de Roda”. Não se trata, evidentemente, de condenar as “Cantigas de Roda” ou, muito menos, de declarar a “inconstitucionalidade”, mas simplesmente oferecer uma dinâmica para compreensão dos princípios e garantias previstos na Constituição.
Também não é intenção discutir como o texto dessas “cantigas”repercute no aprendizado e na formação das crianças. Com efeito, penso que esta não é tarefa para os juristas. Algumas situações expostas pelas“cantigas” talvez possam ser explicadas pela psicologia analítica, principalmente pela teoria dos “arquétipos”, desenvolvida por Jung. Mas, como disse antes, esta não é tarefa para juristas.
Voltando ao assunto, depois das leituras propostas, pode-se se chegar à conclusão que as “cantigas”, com exceção de “Terezinha de Jesus”, estão completamente desvinculadas do projeto constitucional de construção de uma sociedade justa livre e solidária, fundada na cidadania e dignidade da pessoa humana. (arts. 1º e 3º, CF). Além disso, em outros casos, é clara a desvinculação das “cantigas” com legislações mais específicas, a exemplo da proteção à criança, mulheres e meio ambiente.
Vamos lá.
I – Atirei o pau no gato-to-to mas o gato-to-to não morreu-reu-reu. Dona Chica-ca-ca admirou-se-se do berro, do berro que o que o gato deu: miauuuuuu.
A tentativa, ao que parece, era mesmo de matar o gato com uma paulada, mas o gato não morreu para admiração da Dona Chica, que é omissa e apenas assiste à cena macabra. Assim, além de banalizar a vida do gato e demonstrar um comportamento cruel, o texto da “cantiga” não está de acordo como o artigo 225 e seus incisos da CF, que defende o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
II - Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré. Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré de si. Eu sou rica, rica, rica, de marré, marré, marré. Eu sou rica, rica, rica, de marré de si.
Evidente que uma nação é composta de ricos e pobres, mas a“cantiga” demonstra a soberba e disriminação de uma “menina rica” e, de outro lado, a aceitação de sua condição de pobre por outra menina, como se fosse isso um fato natural. No entanto, consta dos objetivos da República: (i) erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais e (ii) promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. (Art. 3º, III e IV, CF).
III - Vem cá, Bitu! vem cá, Bitu! Vem cá, meu bem, vem cá! Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá! Tenho medo de apanhar.
Bom, se “Bitu” é um cãozinho, por exemplo, mais uma vez é o caso de maus tratos a um animal. De outro lado, ao recusar o convite, a impressão que se tem é que “Bitu” não vai porque já sabe que vai apanhar. Tortura continuada? Aqui resta demonstrada também a banalização de sua integridade física por parte de quem lhe chama. Se“Bitu” é um ser um humano – uma criança ou uma mulher, por exemplo – a “cantiga”, além de violar as garantias individuais, a integridade física e moral, também violaria o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Maria da Penha.
IV - Marcha soldado, cabeça de papel! Quem não marchar direito, vai preso pro quartel.
Primeiro, a voz do comando humilha o soldado ao chamá-lo de“cabeça de papel”. (Bullying?) Em seguida, viola os princípios da legalidade e do devido processo legal ao determinar a prisão do soldado pelo simples fato de “não marchar direito”, ou seja, se não é crime“marchar errado” não pode também ser preso autoritariamente quem assim age. Além disso, mesmo que fosse crime, a Constituição garante a todos os acusados o direito à ampla defesa, contraditório e devido processo legal. (Art. 5º, LV, CF).
V - A canoa virou, por deixar ela virar, foi por causa da fulana que não soube remar.
Novamente, a voz do comando acusa a “fulana” de não saber remar e causar o naufrágio da canoa. Assim, a “cantiga” responsabiliza sem direito à defesa e ao devido processo legal.
VI - Samba-lelê tá doente, tá com a cabeça quebrada. Samba-lelê precisava é de umas boas palmadas.
Primeiro, Samba-lelê já está com a “cabeça quebrada” e isto demonstra que também já foi vítima de uma violência. Além disso, a“cantiga” defende que Samba-lelê precisa ainda de umas boas palmadas. Mas o que fez de tão grave Samba-lelê? Isto não seria tortura? Ora, neste caso está evidenciado que Samba-lelê, aqui entendido como sendo uma criança, foi vítima de maus tratos e continua sofrendo ameaças. Assim, além de ferir a Constituição, a “cantiga” viola também o Estatuto da Criança e do Adolescente.
VII - Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega esta criança que tem medo de careta
Este boi pega crianças simplesmente por ser um boi ou porque é um “boi da cara preta”? A criança tem medo de boi ou de “careta”?Então, a cara do boi da cara preta é uma “careta”? Se for isso, a“cantiga” demonstra um sentido de discriminação pela cor da “cara” do boi e, pior ainda, ameaça uma pobre criança e transforma um animal em algo assustador. A “cantiga” induz à discriminação e viola também princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente.
VIII - O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada; o cravo saiu ferido e a rosa despedaçada. O cravo ficou doente, a rosa foi visitar; o cravo teve um desmaio, a rosa pôs-se a chorar.
Esta “cantiga” é de uma enorme complexidade e merece estudo mais aprofundado sobre as relações humanas. (Aqui só Freud ou Jung!). De outro lado, tomando-se o caso como sendo uma “briga de marido e mulher”, o que se percebe é que o casal chegou às vias de fato e um“saiu ferido” e o outro “despedaçado”. Coisa horrível para um casal. Além disso, o reencontro também é muito complexo, pois o Cravo (ferido e doente) sofre um desmaio ao visitar a Rosa (despedaçada), que pôs se a chorar. Não seria melhor que tivessem se reconciliado após uma boa mediação?
IX - Terezinha de Jesus de uma queda foi ao chão. Acudiram três cavaleiros todos três, chapéu na mão. O primeiro foi seu pai, o segundo seu irmão, o terceiro foi aquele que a Tereza deu a mão. Terezinha de Jesus levantou-se lá do chão e sorrindo disse ao noivo: eu te dou meu coração! Da laranja quero um gomo, do limão quero um pedaço, da morena mais bonita quero um beijo e um abraço
Chegamos ao fim com este belo exemplo de igualdade, solidariedade, fraternidade e amor. Os três cavaleiros são iguais pela condição de cavaleiros e os três “chapéu na mão”. Todos acodem uma pessoa caída e dois deles fazem parte de sua família (o pai e o irmão). Ao final, Terezinha se enamora com o terceiro cavaleiro e lhe dá o coração, ou seja, tudo termina em beijos e abraços.
Quem souber, que conte outra...
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