segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nos Bastidores da Graça - Parte 1


Perguntinha: Onde encontramos as pessoas mais mentirosas do mundo ? No bar ? Na balada ? Na pescaria? Um sonoro Nãããããoooo!!! Eles estão nos púlpitos das igrejas. Palavra de quem convive nos bastidores. Amém!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga


Eu amo minha idade, porque quando cheguei aos 30 percebi uma coisa, não estou nem um pouco preocupada com o que os outros podem falar ou pensar de mim. Essa sim, meus amigos, é a verdadeira liberdade!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes


Um dia desses ouvi um psicólogo dizer que a sociedade atual não sabe lidar com a tristeza. O menor sentimento de tristeza já encaram como depressão e mergulham nos anti-depressivos. Gente, tristeza é normal, sem elas não perceberíamos os momentos de felicidade, sim momentos. Pois não existe, não é real viver feliz todos os dias. Assim como a tristeza, a felicidade é momentânea, e logo passa.

Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa


Esse é o 1º dia dos 100 dias com Nietzsche.

Qual é minha razão para viver? Atualmente minha razão para viver é achar uma razão para viver.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Voz


            Era primavera quando o caixão baixou os sete palmos, junto a ela estava sua irmã e seu padrasto, o gordo e velho advogado da família. Ela se lembrava dos dias de felicidade, quando sua mãe e seu pai ainda estavam vivos e brincava com a pequena irmã em um dos muitos quartos da casa, agora essa lembrança estava tão distante que parecia que nunca havia acontecido, ela se esforçava para lembrar do rosto de seu pai, pois quando a mãe casou novamente, seu padrasto fez questão de queimar todas as fotos de seu pai, agora teria que fazer o mesmo esforço para não se esquecer da sua mãe.
            O nome dela era Laura, tinha 14 anos, longos cabelos loiros como os de sua falecida mãe, e no rosto angelical repousava tristes e medrosos olhos azuis, usava frequentemente vestidos de renda rosa que deslizava pelo seu corpo, revelando que a puberdade estava a transformando numa bela mulher. A irmã, sua companheira inseparável, estava com 8 anos, cabelos castanhos e lisos como do falecido pai, pele alva como a pureza de seu olhar azul.
            Na véspera daquele fatídico dia ela lembra que o padrasto havia brigado com sua mãe, já era freqüente, e o assunto já corriqueiro, ele queria que ela vendesse as propriedades do falecido marido para investir numa empresa que ele estava planejando, a mãe discordava veementemente alegando que eram heranças de suas filhas.
            O dia seguinte amanheceu silencioso, foi uma das empregadas que a avisou que a mãe parou de respirar naquela madrugada, o padrasto visivelmente abalado disse que foi um ataque cardíaco fulminante, que tentou de tudo para reanimá-la mas não tinha jeito, assim Deus quis, assim Deus quis, dizia ele insistentemente como um mantra, como para se convencer.
            E lá estava Laura, chegando em casa, após o enterro, com seu vestido preto, exatamente naquele dia completava 6 anos que seu pai tinha falecido, uma infeliz conhecidencia, agora só restava sua irmã, tinha que protege-la a qualquer custo.
            A noite se aproximava com uma pressa macabra, Laura colocou sua irmã para dormir, ao sair não se esqueceu de trancar a porta, e foi para o seu quarto que ficava em frente. Não tardou a ouvir os passos pesados, daquele ser sujo e gorduroso que teria que chamar de padrasto. Ele habitualmente a visitava, mas dessa vez a direção dos passos mudou no meio do caminho, foi para o quarto da irmã, e forçava a porta, como se aquele imenso pedaço de madeira maciça fosse a única coisa que o impedisse de atingir seu objetivo, não imaginava que atrás dele estava Laura, que em sua mão trêmula estava uma arma, a arma que era de seu pai, estava apontada para seu padrasto.
            Ele perguntou o que ela pretendia fazer com aquilo, ela disse que se necessário o mataria para a irmã não sofrer o que ela vinha sofrendo nos últimos anos. Ele olhou desafiadoramente para ela e fez menção que iria avançar. Nesse momento tudo aconteceu muito rápido, mas pelo impacto que teve, parece que foi em câmera lenta para a menina. Ao girar na órbita de seu imenso corpo, a menina apertou o gatilho, apontando para o peito do padrasto, era o local mais fácil de acertar, ele se inclinou no mesmo momento em que a inocente irmã abria a porta para ver de onde vinha toda aquela barulheira.
            O tiro, aquela flecha do destino, passou raspando a montanha de gordura e foi repousar dentro da cabeça da doce irmã.
            Ao deparar com isso o coração de Laura congelou, tudo ficou suspenso, e ela viu de soslaio a boca daquele ser que esboçava um sorriso malicioso de vitória.
Uma situação sem solução, até que ouvi uma voz, vinha de outro cômodo da casa, eu tinha certeza, uma voz masculina que surgia com tom imperativo:
- Mulher! Já te disse para desligar a TV, depois você tem pesadelo, não dorme direito e não sabe o motivo !!!
Eu, como uma ovelha, obedeci.

(Um oferecimento para a Professora Celina, por toda a dedicação e carinho)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Belluzzo e o pânico na beira do abismo: quem está no comando?


“Who’s in charge?”, ironiza o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista à Carta Maior, ao arguir a ausência de lideranças políticas à altura do colapso em curso no mundo das finanças desreguladas. “Quem é o encarregado?”, repete a pergunta para responder em seguida: ” Não há”. Se a política só produz vácuo, os mercados cuidam de produzir o que sabem. Um ajuste selvagem entre ativos e passivos.

Na quinta-feira (22), de forma mais desabrida, os mercados mundiais passaram a cotar o preço de uma vaga no precipício da recessão. Pode ter sido apenas um ensaio rigoroso com figurinos à caráter e maquiagem carregada nas expressões de desespero e pânico. Mas o enredo está na ponta da língua dos protagonistas. Os mercados financeiros jogaram a toalha. A ausência de coordenação política para enfrentar o colapso da ordem (sic) neoliberal, associada à eminência de um calote encadeado na zona do euro, a partir da espoleta grega, deflagrou o efeito manada. O estouro precifica de forma selvagem as perdas e danos embutidos em 30 anos de finanças desreguladas. 

O principal deles, a insubordinação dos mercados à democracia, é resumido assim pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista a Carta Maior: ‘‘Who’s in charge? Quem é o encarregado?”. Não havendo encarregado –“como não há” adverte, o Brasil deve tomar suas precauções: “Getúlio Vargas numa situação similar de fuga global de capitais não teve dúvida: centralizou o câmbio e fez o que tinha que ser feito”, sinaliza Belluzzo.

Antes de mais nada o professor da Unicamp, intelectual do ano em 2005 (Prêmio Juca Pato), um dos mais argutos analistas do capitalismo, faz questão de ressaltar que o Brasil não vive uma fuga de capitais no sentido clássico. “Isso ocorre quando o alvo é um país com dificuldades pronunciadas, marcado por reputação vulnerável nos mercados. Não é o caso do Brasil, naturalmente, que tem posições muito mais sólidas do que no passado. O que vivemos nesse momento é uma fuga global de capitais em busca de segurança e isso ainda significa dólar e títulos do Tesouro dos EUA. Portanto, isso não tem nada a ver especificamente com o Brasil”, enfatiza o economista que foi professor da Presidenta Dilma Rousseff e hoje constitui um dos seus principais interlocutores, a exemplo do que ocorreu com Lula. ”Mas”, capricha na adversativa, “o Brasil tem a ver com tudo o que acontece no mundo. Estamos sendo atingidos. O dólar bateu em R$ 1,90 hoje e só recuou um pouco com desdobrados esforços do BC”.

Um traço que faz de Belluzzo um interlocutor requisitado é a rara capacidade que tem –exceto quando o assunto é Palmeiras-- de ser assertivo e ao mesmo tempo sereno. Mesmo em momentos críticos como agora, ele sinaliza sem alterar a voz : “Esses movimentos de capitais são avassaladores. São massas monstruosas de riquezas que mudam de direção juntas, de uma vez. Para evitar o rastro de destruição a sua passagem é preciso uma intervenção do Estado”. 

O que o professor da Unicamp está dizendo carrega certa urgência. Assim como os bancos ganharam muito em operações de carry trade especulando com a valorização do Real, agora vão tentar ganhar no sentido inverso, especulando com a desvalorização cambial. O lado assertivo do economista se expressa sem hesitação: ‘O governo deve proibir essas operações. Os bancos já ganharam muito dinheiro nesse mercado. Essas operações devem ser coibidas”. 

Belluzzo compreende a lógica do poder; a força inercial que faz governos preferirem sempre contemporizar a decidir, acomodar a arbitrar. Compreende, mas não sanciona nada parecido na esfera cambial nesse momento tenso e delicado. Os motivos são contundentes.

De 2003 até meados de 2011, o passivo externo do país, ou seja, o estoque de investimentos estrangeiros diretos e fluxos de portfólio (aplicações curtas, voláteis, tipo entra-e-sai) somou mais de US$ 615 bilhões. “Mas o estoque total, adicionando-se o volume anterior a 2003, vai a mais de US$ 1 trilhão”, lembra adicionando gravidade à urgência. 

As reservas brasileiras são robustas, da ordem de US$ 350 bi. Mas representam pouco mais que 1/3 dessa massa contagiável pelo tropel da manada, que agora inverteu o rumo em fuga pelo planeta.Não é apenas fuga. Mas também remessas que se avolumam. Na crise de 2008, por exemplo, elas aumentaram em 51% em relaçao a 2007. Agora em 2011, mais de US$ 37 bi foram transferidos em lucros e outras contas. “Getúlio Vargas numa situação similar de fuga global de capitais não teve dúvida: centralizou o câmbio e fez o que tinha que ser feito”, sinaliza Belluzzo ao responder sobre qual deveria ser a atitude do governo brasileiro diante do tropel que já range os assoalhos do mercado cambial.

Não se trata de um rompante. Tampouco de conclusão baseada em um dia de destempero dos mercados globais. Trata-se de um diagnóstico ponderado de um dos mais respeitados economistas brasileiros que não enxerga contrapesos institucionais para deter o ajuste selvagem em curso no cenário mundial.

A gigantesca massa de ativos e passivos financeiros, capitais fictícios proliferados no fastígio neoliberal, congestiona agora saída do baile. Investidores ariscos se amarrotam no declive das bolsas assoalhando o caminho para o abismo recessivo. A desabalada fuga para a liquidez esfarela tudo o que encontra pela frente, valores tangíveis e intangíveis. Os bancos, integrados mundialmente por uma rede de ativos e passivos, formam o entreposto do duelo sangrento entre as carcaças que ficarão pelo caminho e as que sobreviverão. Nessa contabilidade decidem também a sua própria sobrevivência. 

“Who’s in charge?”, ironiza Belluzzo ao arguir a ausência de lideranças políticas à altura do colapso em curso no mundo das finanças desreguladas. “Quem é o encarregado?”, repete a pergunta para responder em seguida: ” Não há”. Se a política só produz vácuo, os mercados cuidam de produzir o que sabem. Um ajuste selvagem entre ativos e passivos. Deslocamentos abruptos e maciços de portifólios que esfarelam governos e nações a sua passagem estão na ordem do dia. “O que estão fazendo com a Grécia, por exemplo, é isso,e é de uma perversidade inútil”, desabafa Belluzzo que endossa a receita de Nouriel Roubini para os países falidos, os semi-falidos e aqueles candidatos à falência: uma depreciação contundente de passivos; o alongamento generoso dos prazos; incentivos para que voltem a crescer e possam sanear sua economia.

Os bancos sabem o que os aguarda, confidencia Belluzzo. Os espanhóis, por exemplo, que incluem o poderoso Santander, precificaram em 30% o calote-potencial na Espanha. A Alemanha de Angela Merkel não aceita fazer as contas porque não quer lagar o osso; "não quer devolver um pedaço do muito que ganhou com a União Européia”, critica Belluzzo. Mas os bancos americanos tem US$ 600 bi incrustrados na decadência europeia sabem o que os aguarda. Por isso mesmo Belluzzo não esconde a decepção com a tíbia atuação do governo Obama: “Está aquém do que poderia diante da inquietação de uma opinião pública açoitada por índices de desemprego da ordem de 9% e que não cedem. Até quando vão suportar isso?”, questiona. Obama, na opinião de Belluzzo, teria que acionar uma política fiscal corajosa, sem medo de afrontar a cegueira republicana." O resto é inócuo", condena. “Isso que estão fazendo agora, o ‘swing’ anunciado pelo Fed é assustador pela insuficiência e os efeitos colaterais que envolve”, adverte.

Ao anunciar a compra de US$ 400 bi em títulos de longo prazo, trocando-os por papéis de curto prazo, segundo Belluzzo, “os EUA estão estreitando perigosamente o perfil de sua dívida”. Pior que isso. Remam na mesma direção dos mercados. Alimentam a obsessão mórbida pela liquidez. Insuflam a manada em fuga pelo planeta, quando o que mais se necessita nesse momento é de investimentos que reordenem, disciplinem e conduzam os cascos de volta aos currais da produção. 

“Será uma crise longa”, conclui o economista, mas sem entregar terreno à desesperança. “Há muito a ser feito” observa. Ele chama a atenção para desequilíbrios que extrapolam a horizonte imediato da crise financeira, mas que estão indissociavelmente ligados a ela, adicionando-lhe uma dimensão geopolítica pouco lembrada na vigília nervosa dos pregões. “O caso da China, por exemplo”, cobra de novo em tom mais assertivo: ”Até quando eles acham que vão poder se dissociar das soluções globais”.

Belluzzo deixa claro nesse comentário que considera a crise atual muito mais grave do que o capítulo da mesma cepa vivido em 2008. “Todas as ferramentas já foram usadas e não funcionaram. Só os tolos podem considerar que a situação agora é melhor”, retruca antes de retomar o caminho da esperança crítica e engajada. “Temos que agir com as forças disponíveis, com os partidos existentes. E, sobretudo”, finaliza, “garantir recursos à formação das novas gerações. É crucial formar cidadãos dotados de capacidade de discernimento democrático. Homens e mulheres preparados para exercer a liberdade humana, não apenas o ofício de especialistas blindados no seu campo. Caso contrário, como estamos vendo nesta crise, continuaremos sendo governados por idiotas sociais”. 
cartamaior.com.br

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A demissão. Mundo Surreal


O dia começou ensolarado, num amarelo limpo e tranquilo, nuvens já não se viam na primeira hora do dia. Uma coisa especial estava para acontecer. Lá dentro eu sabia que era boa. Então porque não me deixar levar pela corrente?
Ao chegar no sugador de almas, lugar que as pessoas habitualmente chamam de trabalho (de tripalium, instrumento de tortura).
Meu carrasco, ops chefe, me chamou para conversar, disse que queria aumentaria meu horário de trabalho, aumentar horas durante a semana e que eu trabalhasse aos sábados, horário integral, para atender as demandas do serviço, mas que não alteraria meu salário, porque, para ele, trabalhar com ele já é um privilégio, e deveria aceitar como um chamado de Deus e que colocou 2 ajudantes para trabalhar comigo, sendo que ele até hoje parece que não enxergou que por serem parentes de alguém da empresa estão no cargo só de nome, pois mais faltam do que comparecem, e quando comparecem é para ficar na internet e não fazem merda nenhuma e passam para mim a responsabilidade que é deles.
Após ter um ataque de riso, lembrei dessa música:

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That's it
There's no way
It's over, good luck
I've nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night

Boa Sorte / Good Luck

Vanessa da Mata


continua...